O Google Cloud Next ’25 começou com anúncios que definem um novo padrão para o futuro da computação em nuvem, inteligência artificial e engenharia de dados em escala. De novos chips a avanços em modelos fundacionais e ambientes multiagentes, a Google demonstrou, com profundidade técnica, o seu compromisso com uma nuvem otimizada por IA, mais acessível, segura e integrada.

A seguir, detalhamos os principais destaques do evento e o impacto direto nas práticas de desenvolvimento, arquitetura de soluções e engenharia de IA.

1. AI Infrastructure: A Nova Base Computacional para a Nuvem Moderna

A infraestrutura de IA foi o pilar central do primeiro dia do evento. O anúncio do TPU v5p Ironwood, com capacidade de 3.600 vezes mais performance em relação ao primeiro TPU, representa um avanço significativo na aceleração de LLMs e workloads de treinamento de IA profunda. Os clusters suportam agora 42,5 exaflops, superando a escala de supercomputadores tradicionais — entregando paralelismo massivo com latência mínima.

A Google também apresentou seu novo chip quântico, Willow, que marca uma virada de chave na computação tolerante a falhas. Após 30 anos de pesquisas, Willow avança na direção de sistemas quânticos mais estáveis com correção de erros integrada.

Anúncios técnicos incluem:

  • TPUs de 7ª Geração – Ironwood: projetadas para acelerar treinamento e inferência de modelos de IA com alta eficiência energética. Ironwood entrega 3.600 vezes mais desempenho que a 1ª geração, possibilitando processamentos massivos em menor tempo.
  • GPUs NVIDIA Blackwell (B200, GB200): suporte a modelos de IA em larga escala, com menor latência e maior paralelização. Infraestrutura validada para workloads exaflop-scale.
  • Cluster Director: ferramenta avançada para orquestração de clusters de aceleração. Automatiza alocação de recursos para treinamento, garantindo maior disponibilidade e otimização de custo.
  • Google Cloud WAN: nova rede privada definida por software que oferece 40% mais desempenho que as soluções anteriores, com cobertura global. Suporte a topologias híbridas e multi-região.

2. Gemini e Modelos Fundacionais: Domínio Técnico sobre Multimodalidade

O lançamento do Gemini 2.5 Pro e Gemini 2.5 Flash marca uma nova era em raciocínio multimodal com alinhamento entre linguagem, código e percepção contextual. Enquanto o Gemini 2.5 Pro oferece raciocínio avançado, compreensão de longos contextos e execução em tempo real, o Gemini 2.5 Flash foi otimizado para desempenho e custo-benefício, ideal para inferência em ambientes de produção.

Modelos lançados:

  • Gemini 2.5 Pro: modelo multimodal com raciocínio avançado, memória expandida e capacidade de interpretar instruções complexas. Ideal para copilotos empresariais, com integração nativa ao Google Cloud.
  • Gemini 2.5 Flash: versão mais leve e eficiente, otimizada para custos e latência. Indicado para aplicações em tempo real e produtos com grande volume de usuários simultâneos.
  • Imagen 3 (imagem) & Veo 2 (vídeo 4K com direção cinematográfica): modelos generativos com precisão visual superior e controle criativo refinado, já integrados ao Vertex AI.
  • NotebookLM e Lyria: NotebookLM permite interação com arquivos e conteúdo multimodal. Lyria permite geração de música com apenas texto e contexto, usando arquitetura generativa especializada.

A arquitetura técnica dos modelos Gemini é baseada em transformers multimodais com suporte a agentes e contextos longos (>1M tokens), integrando facilmente com pipelines do Vertex AI.

3. Vertex AI: Um Jardim de Modelos Fundacionais e Integrações Empresariais

O Vertex AI se tornou o principal hub de MLOps da Google, com a introdução do Model Garden — uma galeria com mais de 200 modelos fundacionais prontos para uso, incluindo o LLaMA 3 da Meta, modelos da AI2 e os próprios modelos Gemini.

Destaques técnicos da plataforma:

  • Mais de 200 modelos disponíveis no Model Garden: incluindo Gemini, Veo, Imagen, Lyria, LLaMA 3 da Meta, Claude da Anthropic e modelos especializados da AI2.
  • Fine-tuning de modelos com ferramentas como adapter tuning e RLHF (Reinforcement Learning with Human Feedback).
  • Prompt Tuning & Adapter Fusion: técnicas de customização com menor custo computacional e maior controle interpretativo. Permite personalização de modelos para setores regulados.
  • RAG (Retrieval-Augmented Generation) nativo para integração com fontes empresariais em tempo real.
  • Integração com bancos de dados corporativos: suporte nativo a Oracle, SAP, Salesforce, NetApp e Workday. Permite aplicações contextuais com dados sensíveis sem comprometer segurança.

Com isso, empresas podem operacionalizar IA em pipelines de dados, com segurança, monitoramento e governança.

4. Agentspace e Multiagentes: Construindo Ecossistemas Autônomos com IA

A Google estreou o Agentspace, um ambiente completo para criar, hospedar e operar agentes inteligentes — sem necessidade de escrever código. Esse movimento é fortalecido pelo lançamento do Agent Development Kit, um framework open-source baseado em design patterns de sistemas multiagente, como cooperação, delegação e raciocínio descentralizado.

Para garantir interoperabilidade, a Google apresentou o Agent2Agent Protocol, permitindo que agentes interajam mesmo quando usam modelos ou ferramentas de fornecedores diferentes.

Casos de uso destacados:

  • Agent Development Kit (ADK): framework open-source para criação de sistemas multiagentes, interoperáveis e escaláveis. Compatível com protocolos de comunicação heterogêneos.
  • Agent2Agent Protocol: camada de interoperabilidade entre agentes que operam em diferentes nuvens ou com modelos distintos. Suporte a protocolos como LangChain, Semantic Kernel e frameworks proprietários.
  • Agents prontos para uso: aplicáveis a atendimento ao cliente, suporte técnico, segurança, análise de dados e automação de tarefas administrativas.

5. Aplicações Reais: IA Gerando Valor em Ambientes Corporativos

A Google mostrou como grandes marcas estão aplicando IA generativa e agentes em cenários reais:

  • McDonald’s: uso de IA para manutenção preditiva e otimização operacional.
  • Spotify: personalização de conteúdos com BigQuery e Vertex AI.
  • Honeywell: automação de análise de ciclo de vida de produtos.
  • Mattel: IA para transformar feedback em inovação de produto.
  • Salesforce, Deutsche Bank, Verizon: integração profunda com Gemini para automação segura e compliance.

6. Segurança com IA: O Nascimento do Google Unified Security (GUS)

O novo GUS reúne as capacidades de segurança do Google sob uma única plataforma unificada, com foco em proteção de IA e governança de dados.

Destaques técnicos:

  • Modelo Armor: defesa específica para LLMs, detectando prompts maliciosos e ameaças a modelos proprietários.
  • Resposta automática com IA: mitigação de ameaças com base em aprendizado contínuo e priorização por contexto organizacional.
  • Compliance e ambientes regulados: integração com ambientes governamentais nos EUA, incluindo suporte para dados Top Secret.

Conclusão: O Novo Paradigma da Nuvem com IA

O Google Cloud Next ’25 marca um novo patamar para a engenharia de nuvem e Inteligência Artificial aplicada em escala corporativa. A convergência entre infraestrutura distribuída de altíssimo desempenho, modelos fundacionais de última geração (como Gemini 2.5 Pro e Flash), e a nova geração de agentes inteligentes — suportados por ambientes como o Google Agentspace — representa mais do que uma evolução: trata-se da arquitetura padrão para os próximos ciclos de inovação digital.

A combinação entre TPUs de sétima geração (Ironwood) e GPUs de ponta como as Blackwell B200 garante a sustentação para workloads exigentes, com latência reduzida e otimização de custos computacionais. Ao mesmo tempo, o Vertex AI consolida-se como uma plataforma unificada para gestão de ciclo de vida de modelos, experimentação, deployment e monitoramento, integrando mais de 200 modelos fundacionais, entre eles Llama 3, Claude 3, Mistral, Imagen 3 e Lyria.

Com o lançamento do Agentspace e do Agent Development Kit (ADK), o Google posiciona os agentes como a nova camada operacional da IA, permitindo orquestração autônoma de tarefas entre múltiplos sistemas e modelos, inclusive com o inédito protocolo Agent2Agent para interoperabilidade cross-provider.

Em resumo, o recado do primeiro dia do Next ’25 é claro: a computação em nuvem agora é sinônimo de inteligência em nuvem. E ela já está pronta para operar em modo autônomo, integrado e em escala global.


Google Cloud Next '25 kicked off with announcements that set a new standard for the future of cloud computing, artificial intelligence, and data engineering at scale. From new chips to advances in foundation models and multi-agent environments, Google demonstrated, with technical depth, its commitment to an AI-optimized cloud that is more accessible, secure, and integrated.

Below, we detail the key highlights of the event and their direct impact on development practices, solution architecture, and AI engineering.

1. AI Infrastructure: The New Computational Foundation for the Modern Cloud

AI infrastructure was the central pillar of the event's first day. The announcement of the TPU v5p Ironwood, with 3,600 times more performance compared to the first TPU, represents a significant advancement in the acceleration of LLMs and deep AI training workloads. Clusters now support 42.5 exaflops, surpassing the scale of traditional supercomputers — delivering massive parallelism with minimal latency.

Google also unveiled its new quantum chip, Willow, which marks a turning point in fault-tolerant computing. After 30 years of research, Willow advances toward more stable quantum systems with integrated error correction.

Technical announcements include:

  • 7th Generation TPUs – Ironwood: designed to accelerate AI model training and inference with high energy efficiency. Ironwood delivers 3,600 times more performance than the 1st generation, enabling massive processing in less time.
  • NVIDIA Blackwell GPUs (B200, GB200): support for large-scale AI models with lower latency and greater parallelization. Validated infrastructure for exaflop-scale workloads.
  • Cluster Director: advanced tool for orchestrating acceleration clusters. Automates resource allocation for training, ensuring greater availability and cost optimization.
  • Google Cloud WAN: new software-defined private network delivering 40% more performance than previous solutions, with global coverage. Support for hybrid and multi-region topologies.

2. Gemini and Foundation Models: Technical Mastery of Multimodality

The launch of Gemini 2.5 Pro and Gemini 2.5 Flash marks a new era in multimodal reasoning with alignment between language, code, and contextual perception. While Gemini 2.5 Pro offers advanced reasoning, long-context comprehension, and real-time execution, Gemini 2.5 Flash was optimized for performance and cost-effectiveness, ideal for inference in production environments.

Models launched:

  • Gemini 2.5 Pro: multimodal model with advanced reasoning, expanded memory, and the ability to interpret complex instructions. Ideal for enterprise copilots, with native Google Cloud integration.
  • Gemini 2.5 Flash: lighter and more efficient version, optimized for cost and latency. Suitable for real-time applications and products with high volumes of simultaneous users.
  • Imagen 3 (image) & Veo 2 (4K video with cinematic direction): generative models with superior visual accuracy and refined creative control, already integrated into Vertex AI.
  • NotebookLM and Lyria: NotebookLM enables interaction with files and multimodal content. Lyria enables music generation with just text and context, using a specialized generative architecture.

The technical architecture of the Gemini models is based on multimodal transformers with agent support and long contexts (>1M tokens), integrating easily with Vertex AI pipelines.

3. Vertex AI: A Garden of Foundation Models and Enterprise Integrations

Vertex AI has become Google's primary MLOps hub, with the introduction of the Model Garden — a gallery with over 200 foundation models ready for use, including Meta's LLaMA 3, AI2 models, and Google's own Gemini models.

Technical highlights of the platform:

  • Over 200 models available in the Model Garden: including Gemini, Veo, Imagen, Lyria, Meta's LLaMA 3, Anthropic's Claude, and specialized AI2 models.
  • Model fine-tuning with tools such as adapter tuning and RLHF (Reinforcement Learning with Human Feedback).
  • Prompt Tuning & Adapter Fusion: customization techniques with lower computational cost and greater interpretive control. Enables model customization for regulated sectors.
  • RAG (Retrieval-Augmented Generation) native for real-time integration with enterprise sources.
  • Integration with corporate databases: native support for Oracle, SAP, Salesforce, NetApp, and Workday. Enables contextual applications with sensitive data without compromising security.

With this, companies can operationalize AI in data pipelines with security, monitoring, and governance.

4. Agentspace and Multi-Agents: Building Autonomous Ecosystems with AI

Google debuted Agentspace, a complete environment for creating, hosting, and operating intelligent agents — without the need to write code. This move is strengthened by the launch of the Agent Development Kit, an open-source framework based on multi-agent system design patterns, such as cooperation, delegation, and decentralized reasoning.

To ensure interoperability, Google presented the Agent2Agent Protocol, allowing agents to interact even when using models or tools from different vendors.

Featured use cases:

  • Agent Development Kit (ADK): open-source framework for creating interoperable and scalable multi-agent systems. Compatible with heterogeneous communication protocols.
  • Agent2Agent Protocol: interoperability layer between agents operating on different clouds or with distinct models. Support for protocols such as LangChain, Semantic Kernel, and proprietary frameworks.
  • Ready-to-use agents: applicable to customer service, technical support, security, data analysis, and administrative task automation.

5. Real-World Applications: AI Generating Value in Enterprise Environments

Google showcased how major brands are applying generative AI and agents in real-world scenarios:

  • McDonald's: using AI for predictive maintenance and operational optimization.
  • Spotify: content personalization with BigQuery and Vertex AI.
  • Honeywell: automation of product lifecycle analysis.
  • Mattel: AI to transform feedback into product innovation.
  • Salesforce, Deutsche Bank, Verizon: deep integration with Gemini for secure automation and compliance.

6. Security with AI: The Birth of Google Unified Security (GUS)

The new GUS brings together Google's security capabilities under a single unified platform, focused on AI protection and data governance.

Technical highlights:

  • Model Armor: specific defense for LLMs, detecting malicious prompts and threats to proprietary models.
  • Automated AI response: threat mitigation based on continuous learning and organizational context prioritization.
  • Compliance and regulated environments: integration with government environments in the US, including support for Top Secret data.

Conclusion: The New Cloud Paradigm with AI

Google Cloud Next '25 marks a new benchmark for cloud engineering and Artificial Intelligence applied at enterprise scale. The convergence between ultra-high-performance distributed infrastructure, state-of-the-art foundation models (such as Gemini 2.5 Pro and Flash), and the new generation of intelligent agents — supported by environments like Google Agentspace — represents more than an evolution: it is the standard architecture for the next cycles of digital innovation.

The combination of seventh-generation TPUs (Ironwood) and cutting-edge GPUs like the Blackwell B200 ensures the foundation for demanding workloads, with reduced latency and optimized computational costs. At the same time, Vertex AI consolidates itself as a unified platform for model lifecycle management, experimentation, deployment, and monitoring, integrating more than 200 foundation models, including Llama 3, Claude 3, Mistral, Imagen 3, and Lyria.

With the launch of Agentspace and the Agent Development Kit (ADK), Google positions agents as the new operational layer of AI, enabling autonomous orchestration of tasks across multiple systems and models, including the unprecedented Agent2Agent protocol for cross-provider interoperability.

In summary, the message from the first day of Next '25 is clear: cloud computing is now synonymous with cloud intelligence. And it is already ready to operate in autonomous, integrated, and globally scaled mode.